Graduação pra dar, emprestar e vender.
Hoje são tantas possibilidades de ingresso no ensino superior que certamente ter o terceiro grau não é mais um diferencial de mercado; é uma simples exigência como uma carteira de habilitação. Não ter uma formação universitária é a certeza de exclusão em muitas oportunidades e desculpa para não tê-la também não mais satisfaz os recrutadores. O mercado está recheado de centros universitários, faculdades, universidades e institutos pra todos os gostos, bolsos e horários. Tem curso pela manhã, tarde, noite e em São Paulo já tem futuros diplomados estudando pela madrugada. Os preços variam a depender da possibilidade do cliente; tem por menos de cem reais a mais de mil, isso apenas a mensalidade. Você pode estudar a distância, em casa, on line sob o conceito presencial, semipresencial ou mesmo sem presença alguma. Temos cursos de quatro, cinco anos, mas hoje já não há quem queira estudar tanto e para essa galera tem cursos de dois e até menos para se realizar o sonho do ensino superior. Como vemos, quantidade não justifica a falta de um título de graduação, por isso é na qualidade, cada vez mais ausente nas escolas de ensino superior, que os recrutadores buscam os melhores profissionais para suas empresas, e se essa qualidade não passa necessariamente por uma cadeira universitária. No mercado onde graduação se dá, empresta e vende, cabe a seguinte reflexão: o que você faz pela sua carreira¿ Ou você ainda acha que a graduação superior já é o suficiente¿
Alan Victor de Azevedo Abreu
Bacharel em Relações Públicas, Especialista em Relações Públicas, MBA em Comunicação Empresarial e Marketing, aluno especial programa de mestrado e doutorado em Educação, Radialista.
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